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Planilha de controle de obra: o que ela precisa ter

A planilha que acompanha uma reforma do orçamento à entrega. Quais colunas importam, as três regras que evitam briga com o cliente, e um modelo em Excel para baixar, sem pedir e-mail.

Guia do Tijolim · atualizado em 06/10/2026

Quase todo escritório de arquitetura que acompanha obra tem uma planilha. Ela nasce com o orçamento aprovado, ganha colunas conforme a obra anda, e no fim vira o único lugar onde a história do dinheiro está inteira. O problema não é a planilha: é o que ela precisa ter para continuar verdadeira depois do terceiro aditivo e da quinta parcela.

Modelo de planilha de controle de obra (.xlsx)

Orçamento com desconto e aditivo, forma de pagamento e fluxo de caixa mês a mês. Preenchida com uma obra fictícia para você ver o formato, e com uma aba de instruções.

Baixar o modelo

As colunas que importam

Uma linha por item do orçamento. Para cada item:

ColunaO que vai nela
DescritivoO que é o item: “Marcenaria da cozinha”, “Elétrica e hidráulica”. Um item por fornecedor, sempre que possível.
FornecedorQuem executa ou vende. Pode ficar em branco enquanto não estiver contratado.
Valor inicialO valor orçado, o que o cliente aprovou. Não muda depois.
DescontoO que foi negociado para baixo. Entra separado, e não “corrigindo” o valor inicial.
AditivoO que foi acrescentado depois: item que saiu mais caro, serviço que surgiu na obra.
Forma de pagamentoTexto livre: “40% sinal + 3x”, “medição quinzenal”, “à vista”.
Um mês por colunaQuanto daquele item será pago em cada mês. A soma de cada coluna é o fluxo de caixa da obra.

O valor final de cada item é valor inicial − desconto + aditivo. É esse que vale para a obra, e é a soma dele que o cliente chama de “quanto vai custar”.

Três regras que evitam briga com o cliente

1. Pagamento é parcial e datado

Ninguém paga a marcenaria de uma vez. Paga o sinal, depois três parcelas, cada uma num dia. Uma planilha que só tem a coluna “pago” perde isso. Cada pagamento precisa de valor e data, e o status do item (pendente, parcial, pago) sai da soma, não de alguém marcando à mão.

2. Medição não é pagamento

A construtora mede o que executou na quinzena; isso é um marco de faturamento. Só vira pagamento quando o dinheiro sai. Misturar os dois faz a obra parecer mais paga do que está.

3. Aditivo não apaga o valor inicial

Quando um item sai mais caro, a tentação é sobrescrever o valor. Não faça isso: o valor inicial é o que o cliente aprovou, e é com ele que ele vai comparar no fim. O acréscimo vai na coluna de aditivo, com o histórico preservado. Um item genérico (“civil + pintura”) que vira dois prestadores na contratação segue a mesma lógica: desmembra, não apaga.

O que a planilha não resolve

Ela resolve o controle do escritório. O que ela não resolve é o cliente. Ele não lê a planilha, e a cópia que recebe por e-mail está desatualizada no dia seguinte. Daí as mensagens de WhatsApp perguntando quanto já pagou e quanto falta, e o relatório de visita em PDF que você monta à mão a cada quinze dias.

Foi para esse pedaço que o Tijolim foi feito. Ele importa a sua planilha como ela está (acha as colunas pelo nome, deduz a categoria de cada item, puxa os meses do fluxo de caixa), e a partir daí o orçamento vira um painel que você e o cliente veem atualizado, com os pagamentos lançados um a um. Se você quiser ver como fica, a página inicial mostra, e a primeira obra é grátis.

Perguntas que aparecem

Preciso usar o modelo do Tijolim para importar?

Não. O importador procura as colunas pelo nome (“descritivo”, “valor inicial”, “desconto”, “aditivo”, “fornecedor”, “forma de pagamento”) em qualquer linha da planilha, e aceita linhas em branco e o cabeçalho do cliente no topo. O modelo é só um ponto de partida para quem está começando a planilha do zero.

E se eu não tiver coluna de categoria?

A categoria (assessoria, obra civil, marcenaria, acabamento, iluminação, louças e metais, mobiliário) é deduzida do descritivo. O que não der para deduzir aparece antes de gravar, para você conferir. Se preferir mandar na classificação, acrescente a coluna.

Dá para importar em CSV?

Dá. O .xlsx (ou .xlsm) é mais simples porque não exige exportar nada, mas CSV serve.