Quase todo escritório de arquitetura que acompanha obra tem uma planilha. Ela nasce com o orçamento aprovado, ganha colunas conforme a obra anda, e no fim vira o único lugar onde a história do dinheiro está inteira. O problema não é a planilha: é o que ela precisa ter para continuar verdadeira depois do terceiro aditivo e da quinta parcela.
Modelo de planilha de controle de obra (.xlsx)
Orçamento com desconto e aditivo, forma de pagamento e fluxo de caixa mês a mês. Preenchida com uma obra fictícia para você ver o formato, e com uma aba de instruções.
As colunas que importam
Uma linha por item do orçamento. Para cada item:
| Coluna | O que vai nela |
|---|---|
| Descritivo | O que é o item: “Marcenaria da cozinha”, “Elétrica e hidráulica”. Um item por fornecedor, sempre que possível. |
| Fornecedor | Quem executa ou vende. Pode ficar em branco enquanto não estiver contratado. |
| Valor inicial | O valor orçado, o que o cliente aprovou. Não muda depois. |
| Desconto | O que foi negociado para baixo. Entra separado, e não “corrigindo” o valor inicial. |
| Aditivo | O que foi acrescentado depois: item que saiu mais caro, serviço que surgiu na obra. |
| Forma de pagamento | Texto livre: “40% sinal + 3x”, “medição quinzenal”, “à vista”. |
| Um mês por coluna | Quanto daquele item será pago em cada mês. A soma de cada coluna é o fluxo de caixa da obra. |
O valor final de cada item é valor inicial − desconto + aditivo. É esse que vale para a obra, e é a soma dele que o cliente chama de “quanto vai custar”.
Três regras que evitam briga com o cliente
1. Pagamento é parcial e datado
Ninguém paga a marcenaria de uma vez. Paga o sinal, depois três parcelas, cada uma num dia. Uma planilha que só tem a coluna “pago” perde isso. Cada pagamento precisa de valor e data, e o status do item (pendente, parcial, pago) sai da soma, não de alguém marcando à mão.
2. Medição não é pagamento
A construtora mede o que executou na quinzena; isso é um marco de faturamento. Só vira pagamento quando o dinheiro sai. Misturar os dois faz a obra parecer mais paga do que está.
3. Aditivo não apaga o valor inicial
Quando um item sai mais caro, a tentação é sobrescrever o valor. Não faça isso: o valor inicial é o que o cliente aprovou, e é com ele que ele vai comparar no fim. O acréscimo vai na coluna de aditivo, com o histórico preservado. Um item genérico (“civil + pintura”) que vira dois prestadores na contratação segue a mesma lógica: desmembra, não apaga.
O que a planilha não resolve
Ela resolve o controle do escritório. O que ela não resolve é o cliente. Ele não lê a planilha, e a cópia que recebe por e-mail está desatualizada no dia seguinte. Daí as mensagens de WhatsApp perguntando quanto já pagou e quanto falta, e o relatório de visita em PDF que você monta à mão a cada quinze dias.
Foi para esse pedaço que o Tijolim foi feito. Ele importa a sua planilha como ela está (acha as colunas pelo nome, deduz a categoria de cada item, puxa os meses do fluxo de caixa), e a partir daí o orçamento vira um painel que você e o cliente veem atualizado, com os pagamentos lançados um a um. Se você quiser ver como fica, a página inicial mostra, e a primeira obra é grátis.
Perguntas que aparecem
Preciso usar o modelo do Tijolim para importar?
Não. O importador procura as colunas pelo nome (“descritivo”, “valor inicial”, “desconto”, “aditivo”, “fornecedor”, “forma de pagamento”) em qualquer linha da planilha, e aceita linhas em branco e o cabeçalho do cliente no topo. O modelo é só um ponto de partida para quem está começando a planilha do zero.
E se eu não tiver coluna de categoria?
A categoria (assessoria, obra civil, marcenaria, acabamento, iluminação, louças e metais, mobiliário) é deduzida do descritivo. O que não der para deduzir aparece antes de gravar, para você conferir. Se preferir mandar na classificação, acrescente a coluna.
Dá para importar em CSV?
Dá. O .xlsx (ou .xlsm) é mais simples porque não exige exportar nada, mas CSV serve.